Um discurso ignorado…

Trata-se do discurso de Benjamin Netanyahu na ONU, primeiro ministro de Israel. O discurso foi completamente ignorado pela imprensa mundial e nacional, enquanto que o de Mahmoud Abbas foi noticiado a exaustão (incluindo a nota de que foi aplaudido de pé!).

O Broken Arrow abre espaço ao lado mais fraco:

“Abbas disse que a fonte do conflito são os assentamentos. Nosso conflito já dura mais de meio século, antes que houvesse um único colono [na Cisjordânia]. Os assentamentos não são a origem do problema, mas o resultado. Essa é uma questão para ser tratada e resolvida nas negociações. A fonte do conflito é que [os palestinos] não reconhecem um estado judeu, não importa com que fronteira”.

“Há a teoria de que, se sairmos dos assentamentos, chegará a paz. Saímos do sul do Líbane e de Gaza. E o que aconteceu? Os moderados não venceram os radicais. Foram os radicais que devoraram os moderados.”

“Israel está preparado para ter um estado palestino na Cisjordânia, mas não para ter outra Faixa de Gaza (…) Vocês permitiriam, por acaso, que perigos como esses [terrorismo] se dessem na fronteira de suas respectivas nações? Deixariam que isso acontecesse com seus familiares? Nós nos lembramos das amargas lições de Gaza. (…) Em Ramallah, há muitos que querem castigar os judeus com a morte. Isso é racismo. (…) Os palestinos devem construir a paz com Israel e, então, conquistar o seu estado. Quando houver paz, seremos o primeiro país a reconhecer aqui a Palestina como estado independente”

“Buscamos com os palestinos uma paz longa e duradoura. Sei que essa não é a imagem que se tem habitualmente de Israel (…) Somos a única democracia real do Oriente Médio. Às vezes, na ONU, os vilões têm sido os protagonistas. Israel foi condenado em 21 de 27 resoluções da ONU”.

“Não há paz, há guerra. Temos o Irã, que derrotou a Autoridade Nacional Palestina por intermédio seu satélite, o Hamas. (…). O mundo à volta de Israel está se tornando algo mais perigoso (…). Cuidado! Porque a “primavera árabe” pode se converter no “inverno iraniano”

“Em 2000, Israel fez uma grande oferta de paz. Arafat a recusou. E, em 2008, fez uma oferta ainda maior. Abbas nem sequer respondeu. (…) Nossas esperanças de paz nunca terminaram. (…) Israel tem oferecido a paz desde que nasceu, há 63 anos. Seguimos oferecendo-a hoje. Já a conquistamos com o Egito e a Jordânia. (…) Hoje estendemos a mão, de novo, ao Egito e à Turquia. E o faço com respeito e boa-vontade também à Líbia e à Tunísia, com admiração por tentarem construir um futuro democrático.”

“Sigo com a esperança de que Abbas seja meu parceiro na paz. Antes de vir a esta Assembléia, eu lhe pedi que voltássemos a negociar sem precondições. Ele não me respondeu nada. (…) Temos de deixar de ‘negociar as negociações’ para negociar a paz. Será que esse conflito tem de seguir por gerações? Presidente Abbas, eu lhe ofereço a mão de Israel em sinal de paz. Os dois povos somos filhos de Abraão. Um patriarca e uma terra nos unem. Que brilhe a luz da paz. Estamos a milhares de quilômetros de nossas respectivas casas, estamos em um mesmo edifício. O que impede que nos reunamos hoje e comecemos a negociar?”

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3 Respostas to “Um discurso ignorado…”

  1. Ananke Says:

    Estou longe de entender de fato esse conflito.. . Tantos ja sofreram em ambos os lados e sequer podemos falar de mocinhos e bandidos… Mas esse discurso de Netanyahu parecia mesmo tão “reconciliador”…

  2. Pois é Rocco, interessante, mas o assunto já deu o que tinha que dar. Sabemos que não existem bonzinhos naquele pedaço de mundo, são todos uns FDP.Vem os Mekavas passando por cima dos árabes e em represália artefatos iranianos caem na cabeça de israelenses, e assim levam a vida. Acho que podemos esquecê-los,pelo menos enquanto o Hamas não tiver uma bomba nuclear.

  3. Quem liga? Morram todos nas chamas do NAPALM, e que aquela terra seja salgada para nada nunca mais cresça ali.

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