Poruma vida mió

Livro didático adotado pelo MEC ensina como escrever errado e acusa de preconceituoso aquele que pretende falar corretamente.

***

Não sei se o Carlisranho ainda da as caras por aqui, mas o tal livro aí ao lado informa que ele já pode chegar na padaria e pedir sem medo: da dez pão!

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28 Respostas to “Poruma vida mió”

  1. Rocco Says:

    Legado de um grande Presidente!… E tem gente que acredita neste país de merda…

  2. Edvaldo Torres Says:

    É uma vergonha, pois a língua portuguesa é linda, quando é pronunciada corretamente. Gostaria eu, de ter aprendido escrever e falar corretamente, agora vem o MEC com esta ideia. Não dá para entender.

  3. Andressa Says:

    desculpa, mas uma vergonha é esta noticia, a língua é um elemento vivo que sofre variações! Você é estudante de Letras? Então por favor não se meta em assuntos onde você é leigo, a lingua ESCRITA deve ser formada a partir da norma culta, e isso o livro explica SIM! A lingua FALADA sofre diversas variações estudadas por muitos sociolinguistas, então por favor, não fale do que você não entende ou não sabe, porque de desinformação e manipulação de ideias por gente que não entende porra nenhuma, o nosso país já está cheio

    • Boko Moko Says:

      Ok! Então você, que deve ser estudante de letras, deve concordar que só existe uma variante para a lingua falada correta: é a incorreta.

      E a língua falada incorreta não tem regras, ok?

      Então cada um é livre para inventar sua maneira de falar errado.

      Pra que, então, precisamos de um livro pra isso?

      Outra coisa:
      Sempre que entrar em uma discussão evite desqualificar seu interlocutor com argumentos como “não se meta em assuntos onde você é leigo”. Como vc sabe que sou leigo? Faz ideia de qual é minha formação? Mesmo se fosse, tentar desqualificar quem tem argumentos é apenas uma ferramenta de quem não os tem.

      • Falou isso tudo e não vai nem mandar ela tomar no olho do cu? Você é um poço de boas maneiras, Boko…

  4. Iron Man Says:

    Nossa, a Andressa destruiu o… o… quem ela destruiu mesmo?

    Agora me fale Andressa. De que variações vc se refere? Àquelas as quais transformaram o “Vosmecê” em simplesmente “você”??
    Estamos falando aqui (a partir claro, dos exemplos lidos em notícias de jornais) da pura obliteração do “s” e consequente assassinato do plural, que vem ocorrendo há tempos na sua referida língua FALADA e consequentemente também agora na língua ESCRITA.
    Não li esse livro (obviamente) e nem pretendo. Nem recomendo, pelo andar da carruagem.
    No MUNDO REAL, o que vale mesmo no final das contas é a forma culta para fins de vestibular, concursos, etc.
    E esse papo de que a língua falada está sempre em mudança, etc não interessa. Ninguém AQUI gosta de ouvir expressões como “me dá déis pão” pra não citar coisas piores.
    Sou preconceituoso SIM, porque estudei pra caralho pra falar e escrever corretamente e detesto neguinho burraudo falando errado no meu ouvido. Imagina escrevendo…. (já tenho que aturar aqui os comentários escritos às vezes das maneiras mais exdrúxulas).

    • Andressa Says:

      Desculpa se eu feri os sentimentos de alguém com a minha forma de expressão. Só que nego muitas vezes acha que entende tudo sobre humanas porque é uma àrea inutil, alguém aqui se deu ao trabalho de ler essa parte do livro didático apresentado? No livro eles dizem que existem variações na lingua FALADA, realmente, não existem regras pra se falar, é só ninguem falar igual ao mestre Yoda, no próprio livro é dito que existe a variante culta que é o PADRÃO da escrita, que você usa em momentos importantes, mas que você não necessariamente precisa escrever para o seu amigo e dizer “Olá caro amigo hoje contar-lhe-ei algo que aconteceu-me” Sinceramente, Nem você Iron Man deve falar assim, qualquer um é LIVRE pra falar como quiser, no livros eles ENSINAM A GRAMATICA NORMATIVA SIIIM! O que me deixa muito puta é o pessoal olhar uma simples matéria de jornal (sendo que os próprios jornalistas que criticam não falam igual a norma padrão), e já falar que é uma vergonha, que é isso, que é aquilo, todo mundo tem sua própria opinião, mas porra, se informar é bom, olhar só o lado da mídia é fácil, alguém foi ouvir um linguista falando sobre o assunto? Letras não é piada, existem pesquisas sérias, e o livro didático é pro ensino de jovens e adultos, não crianças, com adultos é preciso explicar porque eles falam diferente do modo como é correto ESCREVER

  5. Carlisranho Says:

    Eu çabia ke sedo o tarde vosseis ião me da razaum as peçoa podeim excreve da manera ke les covier pq u q intereça nu finau eh que çejaum etendida 1 idiotisse eça hestoria q a limgua ajuda a mante a unidade nassionau. em aprossimadamente 20 hanus cerei counçiderado um herudito.

    çes çaben diçço…

    • Ananke Says:

      Carlisranho, você abusa do nosso cérebro. Mas, de toda forma, ele consegue ler. Mas quem se importa se você é um abusador? Você é um gato!

  6. Ananke Says:

    Espero que Andressa se inspire com os questionamento de Iron e nos explique melhor seu ponto de vista, partindo do pressuposto que há grande possibilidade que ela estude a Linguagem e saiba algo que nós não sabemos. Mas, para nós que não estudamos Linguagem, parece revoltante que um português errado seja ensinado oficialmente. Claro que a linguagem é dinamica, claro que existe o que estão chamando de lingua viva, claro que em uma conferencia usamos um repertorio e numa mesa de bar outro e que nesta ultima alguns até afrouxam as regras as vezes. No entanto há regras que devem ser aprendidas. O uso pode até variar nos contextos, mas há regras consagradas – como as de concordancia. Se um dia for feito um outro “acordo” na lingua e disserem que não precisamos mais usar o plural no substantivo só no artigo, vá lá. Mas é diferente quando um ou dois autores resolvem “inovar”.

    Por último, lamento dizer isso, mas aposto que escolas particulares não vão assumir livros que se baseiam na lingua viva…

    • Andressa Says:

      Oi Ananke, bom respondi algumas coisas para o Iron, só queria voltar ao ponto onde falei que eles ensinam a gramática no livro, falando que é diferente do modo popular de se falar, pessoas que estão no projeto do EJA (Ensino de Jovens e Adultos), normalmente são de uma classe menos privilegiada, e tem contato com uma vertente do Portugues um pouco distante da norma culta, assim, agora que eles serão apresentados a maneira correta de escrever, os autores apenas quiseram dizer que eles não falam errado, eles falam DIFERENTE, e eles ensinam o certo, entao não entendi o porque de falarem que o livro ensina a escrever errado, eles estão ensinando a norma culta, só estao mostrando que eles falam diferente dela, e tudo bem, porque a partir do momento onde eles falam a lingua portuguesa e se fazem entender, eles não estão falando errado. Quem não gosta, é preconceituoso, como o proprio Iron assumiu ser, só que preconceito contra o modo de falar, é o mesmo tipo de preconceito conmtra quem é pobre, quem é negro, quem é homossexual. Os negros, os pobres e os homossexuais são errados? Não, eles são diferentes, assim como quem fala “Me vê deiz pão”

      • Contradição detected.

        “…os autores apenas quiseram dizer que eles não falam errado, eles falam DIFERENTE, e eles ensinam o certo…”

        Se os caras ensinam o certo, então o que o povo falava antes é ERRADO, pois o contrário de certo é errado. Nem preciso ser linguista pra saber isso.

        Essa história de “é só diferente” é mera baboseira politicamente correta. Nem tudo na vida é polarizado em certo e errado (torcer para Vasco ou Flamengo não pode ser classificado como certo ou errado), mas certas coisas são. Dizer que 2+2=4 é CERTO, e dizer que 2+2=5 é ERRADO e pronto, não apenas diferente. Da mesma forma, falar “me vê deiz pão” é ERRAAAAAAADOOOOOOOO, e pronto, e não há papo de qualquer ciência humana que mude isso. Esse é um dos casos em que existe um padrão a ser seguido, e esse padrão tem o status de correto. Logo, o que desvia dele é ERRADO. Ser diferente do que é considerado correto o torna errado, ERRADO! Isso é óbvio demais! E nisso o idioma difere de etnia, religião ou opção sexual (comparação péssima), pois nesses aspectos da vida humana não existe um padrão universal aceito como o certo. Logo, não há etnia, religião ou opção sexual, ou time, escola de samba, filosofia política, etc, errados.

        Hoje em dia, existe um ranço tal do politicamente correto, que você não pode mais dizer que uma coisa errada é errada, não pode dizer que as pessoas possuem habilidades superiores ou inferiores umas às outras. Vivemos agora em um mundo maravilhoso em que não há erros, todos são iguais, apesar de diferentes (preciso explicar o sarcasmo da frase?). Só que isso é mera fantasia. existem coisas erradas e certas, existem pessoas superiores e inferiores no mundo. Tente falar “diferente” em uma entrevista de emprego, ou escrever “diferente” em um concurso público. Com certeza você vai ser contratado ou aprovado, pois “diferente” não é “errado”, né?

        Pois bem, para esse troll que vos escreve, a palavra “errado” não é proibida. As pessoas que estão aprendendo a escrever e falar da maneira certa deveriam ser avisadas que seus métodos anteriores são ERRADOS, e não apenas “diferentes”. Afinal, se não está errado, pra que mudar? Estar errado não significa que assim está por vontade própria, ou por preguiça ou por falta de inteligência. Talvez a pessoa meramente não tido a oportunidade de aprender o certo, e dada essa oportunidade, ela se melhore, mas tal processo passa por ela saber que está ERRADA.

        Se dizer para uma pessoa que ela está errada (quando ela de fato está) é perigoso de alguma forma, se é algo que afeta a auto-estima ou pode causar sofrimento psicológico, então o que essa pessoa precisa é de um psicólogo, e não um professor de português, e muito menos um livro idiota.

  7. Rocco Says:

    Não adianta mais Andressa… Você foi…. Foi O QUÊ GALERA?!!!… Quero ouvir bem alto!!!

    MAS-SA-CRA-DA!!! (com ôla…)

    • Andressa Says:

      Não me sinto remotamente MAS-SA-CRA-DA (com ôla) Rocco
      Sinceramente, a opinião é de vocês… Que nem ao menos leram o livro.

      Quer saber, continuem com o preconceito, se achando superiores porque sabem a norma culta.

      Informal é informal e sempre será… E Alienação é alienação, eu vim mostrar que a perspectiva que está sendo mostrada na tv é errada, confesso que vir aqui da maneira que vim não foi certo, mas eu beixei a crista depois e tentei compartilhar do que eu sei, mas quem não quis abrir a mente foram vocês, eu tinha essa mesma opinião que vocês tem, que todo mundo tinah que falar bunitinho a norma padrão, pq era bonito e etc… Mas eu tive que estudar essas coisas, vi perspectivas que mostravam que eu estava errada…

      Mas se vocês tem a opinião de vocês formada, não tenho nada pra fazer aqui, e também não vou criticar, cada um é cada um

  8. Rocco Says:

    Ahahahahahah!… Brincadeiras à parte, li e ouvi diversas entrevistas sobre o caso, e parece que realmente o livro faz o que a Andressa afirmou. Eu só quis dar continuidade à pilha…

    Agora, Andressa, vários linguistas e especialistas em áreas relacionadas concordam com a opinião do Boko. A didática usada no referido livro permite interpretações perigosas para mentes tão estúpidas quanto as das nossas crianças.

    E mais uma coisinha: Não envolva os crioulos e o viados nessa história, é racismo e preconceito dizer que eles são diferentes! Diferentes de quem?! De você, aposto! Sua linguista safada… A propósito, você já comeu um cú?…

    • Andressa Says:

      Linguista safada foi boa, não sou linguista, na verdade é a aula mais entediante que eu tenho, mas o conhecimento é forçado pela minha goela… Eu não disse diferente num to preconceituoso, mas, cada um interpreta como quer

  9. Rocco Says:

    Gostei de vc Andressa! Aguentou chumbo grosso! Volte outras vezes.

  10. Andressa Says:

    Eu quis defender algo que acredito, temos muitas mesas de debate sobre isso na faculdade, as pessoas foram manipuladas pela mídia, um reporter que foi criticar o linguista disse “Eu tava” porra, ele num pode criticar o negócio e falar “eu tava”, quem fala “eu tava” ta tão errado quanto quem fala “Me vê dez pão”… O certo é “Eu estava” e “Gostaria de dez pães” só que ninguém fala assim, e o erro do outro incomoda mais…

    ps: sabia que pãozinho na bahia é cacetinho?

    • Iron Man Says:

      Olá, escrevi aquela hora do trabalho e agora tô em casa, relax e “rindo pra caralho” !!! Linguista safada foi ótima. Esse pessoal é doente.
      Bem, se estava referindo-se aos meus sentimentos, pode ficar tranquila.
      Mas vc tem razão. Não li o livro como havia dito anteriormente e a imprensa é nociva mesmo. Deturpa os fatos ao seu bem querer.
      Bem, agora devo discordar completamente de autores que dizem que não trata-se de falar errado e sim diferente. Eles falam errado SIM. Têm contato com uma vertente do Português um pouco distante da norma culta ? Claro, sem dúvida. Escrevem do jeito que falam e falam errado justamente por não terem sido alfabetizados. Mas agora estão sendo. Claro que ninguém vai falar do jeito que citou, como “Olá caro amigo hoje contar-lhe-ei algo que aconteceu-me” , mas não vou concordar que simplesmente comunicarem-se de um modo pelo qual possam ser entendidos signifca que estão falando corretamente.
      Quanto ao preconceito, todos somos em diferentes níveis e em relação a certas coisas. Não gosto de viado, mas nem por isso vou espancar um viadinho na rua à toa. Tem gente que não gosta de preto, que não gosta de viado, que não gosta de gordo e por aí vai. Todos temos direito de não gostar. Mas não gostar não significa que vou fazer algo contra.
      Mas deixemos isso de lado.
      O importante é que vc aguentoua pilha legal. (Sempre fazemos isso com os novatos). Já ri bastante lendo as bobagens do Rocco e ler vc escrevendo que tem coisas “forçadas goela abaixo” me deixou excitado…rsrs
      Bem, boa noite sua “linguista safada” e me responda: “Aceita um pãozão” ??? Good night e come back soon.

  11. Darth Pinto Says:

    AEEEEE Palmas pra Andressa que ela merece!

    Passou no teste da “pilha”!!!

    Continue conosco!

    Já não nos conhecemos?

  12. Ananke Says:

    Não posso ler agora toda a discussão, assim, li só os comentários da Andressa. Mas tenho certeza de que os comentários dos colegas foram alguns bem grossos – pra não quebrar a tradição – e outros bem argumentados. Mas Andressa merece palmas não só por ter aguentado a pilha, mas por ter nos lembrado que quando tratamos alguns assuntos sem ter conhecimento de seu contexto de produção, podemos estar com uma visão bem parcial da coisa.

    Sabiam que paozinho no Olimpo é “carioquinha”? Todo dia eu como um.

  13. Boko Moko Says:

    Só pra constar: a ABL repudiou o conteúdo do tal livro.

    • Ananke Says:

      Fico feliz em saber disso. Podemos até discutir aqui linguagem viva, norma culta, se o debate é valido e se a questão inclui condições que desconhecemos e até se Andressa é uma linguista safada ou não. Não obstante, acho que é unanimidade no Broken: não é este português que quremos ensinado nos livros didáticos!

  14. PHYODA Says:

    Porra Andressa, nem chamou o Chomsky pra porrada?! Tudo bem que o véio já tá tocando outro rock, mas ainda dá pro gasto aquele conceito de “competência linguística”.
    Das internas do MEC (é eu sei, que sou mal relacionado…) o livro pegou mal pra caralho em todos as secretarias e diretorias, tiveram até que reconsiderar o material…
    Mas enfim, não é por causa de um livro que os muleke vão falá nem certo nem errado. Mas, ainda tem doido que acredita né? Segue mais uma ae pra botar pra fuder com a educação… http://www.youtube.com/watch?v=yFkt0O7lceA&feature=share
    Depois tem a saúde tb… e a assistência social…
    Galera, temos que reconhecer… o mal venceu!!
    Ah! Andressa… percebeu que o Rocco tava si incinuanu todo pra vc comer o cú dele… (é o cú dele é com acento).

  15. Boko Moko Says:

    Já que Andressa acha que não sabemos do que falamos, copio então a palavra de quem é do ramo.

    Evanildo Bechara, na Veja:
    Não resta dúvida de que ela [a norma culta] é um componente determinante da ascensão social. Qualquer pessoa dotada de mínima inteligência sabe que precisa aprender a norma culta para almejar melhores oportunidades. Privar cidadãos disso é o mesmo que lhes negar a chance de progredir na vida. Para mim, o lingüista italiano Raffaele Simone, ainda em atividade, foi quem situou esse debate de forma mais lúcida. Ele critica os populistas que, ao fazer apologia da expressão popular, contribuem para perpetuar a segregação de classes pela língua. Pois justamente é o ensino da norma culta, segundo Raffaele, que ajuda na libertação dos menos favorecidos. Suas palavras se encaixam perfeitamente no debate atual.

    João Ubaldo Ribeiro, no Estadão:
    (…) Ao contrário do que entendi de certas opiniões que li sobre o assunto, a norma culta não tem nada de elitista, é ou devia ser patrimônio e orgulho comuns a todos. Elitismo é deixá-la ao alcance de poucos, como tem sido nossa política.

  16. Gabriel Says:

    Leiam um livrinho chamado ” A Língua de Eulália”.

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