Bolssonaro no bolso…

A democracia brasileira é de fato única! A única que só funciona para um lado…

O deputado milico show man Jair Bolssonaro deu uma entrevista ao programa CQC outro dia, deu algumas respostas grosseiras – nada mais do que isso – e ganhou um processo de cassação pedido pela OAB (aquela que quer acabar com a Lei da Anistia para prender os militares que lutaram contra os terroristas, assaltantes a assassinos na década de setenta e é detentora do monopólio do trabalho de advogado no Brasil…).

Em um programa chamado Liberdade de Expressão, da CBN Rio, os debatedores meteram o pau no Deputado… Daí concluímos que só podemos externar uma opinião se essa opinião agradar o “politicamente correto”, à OAB e ao PT.

Cuidem-se!!! Daqui a pouco estarão controlando nossos pensamentos!

Liberdade é liberdade e ponto. Para o bem e para o mal.

66 Respostas to “Bolssonaro no bolso…”

  1. Ananke Says:

    Sei lá..seu argumento é compreensível, Rocco, mas como é que fica? Uma pessoa pública e representante do estado, de uma tacada só, faz considerações arrogantes e preconceituosas a respeito de várias “categorias” de pessoas: homossexuais, pretos, pais presentes com filhos gays, mulheres e a Preta Gil , claro. Aí você responde: “liberdade de expressão!” Liberdade de expressão é isso?

    Penso que ele tem direito de ter a opinião que bem entender, isso é inalienável. Mas a declaração pública dessa opinião tem efeitos e fere pessoas. Da mesma forma que eu não posso ter liberdade de expressão para sentar a faca em alguem de quem eu discordo, certo? Ele pode pensar o que quizer mas devia escolher círculos mais íntimos para tornar pública essa opinião. Mesmo que ele fosse discreto, ainda assim acho preocupante que uma pessoa que pense dessa forma esteja fazendo políticas públicas.

  2. Rocco Says:

    Ananke, entendo a confusão.
    A lei considera racismo o ato ou ação ou incitação, mas não a opinião – que considero ter sido o caso do deputado.
    Mas liberdade de expressão é liberdade de expressão, ainda que expresse uma opinião idiota (Aliás, enfiar a faca em alguém excede o termo expressão, tornando-a em uma ação).
    Ele respondeu porque foi questionado por uma programa de TV. Não procurou a imprensa para fazer uma declaração.
    Todo o meu raciocínio independe de quem seja o emissor da mensagem (deputado ou lixeiro). O fato dele ser deputado indica que ele representa pessoas que pensam como ele. Essas pessoas não tem o direito de serem representadas?

    • Ananke Says:

      “A lei considera racismo o ato ou ação ou incitação, mas não a opinião ”
      Se é assim eu não entendo a lei. O que vc está dizendo é que a lei nao considera racismo uma fala, uma declaração de conteudo racista que esteja sendo veiculada como uma opinião? Nao sabia e não entendo…Até porque palavras fazem coisas, não são simples enunciados sem efeitos. Quem disse que a opinião que ele declarou não tem o efeito de incitar, de confirmar, respaldar,”oficializar”, por exemplo a homofobia e a crescente violencia contra homosexuais?

      “Ele respondeu porque foi questionado por uma programa de TV. Não procurou a imprensa para fazer uma declaração.” Pò Rocco, a imprensa pode ter procurado ele, mas até voce vai concordar que não é o caso de alguem que estava quieto no canto e apenas respondeu uma questão que lhe foi endereçada…Pelo que vi depois do teu post, o cara vive dando declarações extremadas e polêmicas para a imprensa.É uma simbiose.

      “Todo o meu raciocínio independe de quem seja o emissor da mensagem (deputado ou lixeiro).”
      Acredito que este argumento é valido pra o raciocinio que estás desenvolvendo, mas ampliando um pouco, vc tambem há de concordar que, em se tratando de comunicaçao, o raciocinio nunca pode prescindir de quem seja o emissor, tão pouco o nterlocutor: uma mensagem saida da boca de um lixeiro não é mesma ( nao tem os mesmos efeitos) de saida da boca de um politico; da mesma forma que faz diferença se ela é endereçada aos amigos no bar ou a um grupo mais amplo. Em outras palavras, a frase pode ser a mesma, mais o efeito é outro e é isso o que teu post discute: efeitos.

      “O fato dele ser deputado indica que ele representa pessoas que pensam como ele. Essas pessoas não tem o direito de serem representadas?” Bem, em sendo o nosso sistema eleitoral como é, não teho erteza quem ele representa. Mas digamos que ele represente…Quer dizer que todo tipo de gente e idéia merece ser representado? E mais: voce diria que Tiriirica é representante dos paulistas ? O cara é um deputado do meu pais, mas não acho que ele é meu representante e não acho que chamar pais que se esforçam pra criar bem seus filhos de maus pais seja uma ideia que mereça ser representada ou que dizer que namorar com negro é promiscuidade seja uma ideia a ser representada.

  3. Rocco Says:

    Tornando a situação mais clara: Não sou obrigado a gostar de quem quer que seja, ok? Bom, se me perguntarem se gosto ou não desse alguém, sou obrigado a mentir? É isso.

    • Ananke Says:

      Roccoooo, cê tá aí? rsrs

      Claro que voce não precisa mentir se nao gostar. Mas se vc for um deputado e não gostar publica e preconceituosamente de pessoas que querem um lugar ao sol, a OAB vai pedir tua cabeça!

  4. Elwing Says:

    Mais uma vez: se sua opinião não vai se refletir em uma ação, para que vc vai emití-la de forma tão contundente?

  5. Rocco Says:

    A intensidade com que se emite uma opinião depende da intenção do emissor.
    No caso em discussão, trata-se de marcar posição para possíveis eleitores. É uma “marca registrada” desse deputado dar uma de machão milico. Angaria votos.
    Na discussão sobre liberdade de expressão, a intensidade pode ser confundida com incitação ou doutrinação, e aí a coisa fica mais séria.

  6. Rocco Says:

    Pergunto para você, Ananke: Não gostar de negros é racismo?

    • Elwing Says:

      Pergunta: quais motivos te levaram a não gostar de negros? Acho que a resposta tb vai estar associada à tal liberdade de expressão.
      Mas novamente: explicar as causas não vai te livrar das consequencias…

  7. Rocco Says:

    Respondendo em curtas:
    1) A diferença entre emitir uma opinião e incitar é CRUCIAL no caso em questão. É a Lei – que não está aí para ser entendida, mas para ser cumprida, concorda?
    2) Não concordo. Para mim ele estava em um canto e foi procurado para responder e, CONFORME ESPERADO PELO PROGRAMA, gerar polêmica…
    3)Concordo que o emissor é fundamental para a mensagem, mas a Lei só versa sobre incitação como crime de racismo, logo, opinião é opinião na boca de qualquer um (ou o mensageiro famoso seria “mais sujeito a lei” que um desconhecido?).
    4) Concordo inteiramente com você, mas questionar o sistema não invalida o argumento de que ele representa várias pessoas (ou você acha que SÓ ELE pensa dessa forma?). E, em uma democracia ideal, TODOS tem direito de ser representados (nazistas, fascistas, gays, índios, escrotos, ladrões, etc.).

    • Darth Pinto Says:

      Hum, eu acho que todos devem poder se expressar. A aceitação pela sociedade em si independe disso. Não se pode confundir Democracia com Anarquia…

    • Ananke Says:

      Rocco, perdoe-me se desaqueço o debate, mas tenho que ser rapidinha dessa vez:

      Acredito que uma pessoa não é racista simplesmente porque não gosta de negros. Mas é racista se acredita que negros ( como grupo) são pessoas inferiores.

      Você parece estar recorrendo à “letra” da lei e eu não tenho competência para discutir isso. Da lei só sei o básico: prática de racismo também é crime.

      Pense bem: você mesmo disse que o cara faz isso pra ganhar voto. Usar a mídia pra anunciar sua posição é uma estratégia mais do que básica, o cara não é um inocente exercendo o direito de defender suas opiniões e o autor do link que postastes parece concordar comigo.

      Divergimos, mas insisto: palavras fazem coisas e tem efeitos, nunca são enunciados neutros.

      Alias, concordo com o Azevedo: “Lastimo a sua pantomima ao tratar de assunto tão sério, dando asas àqueles que usam a sua pregação estúpida para flertar com leis autoritárias.” Acho que deve haver mesmo um debate social em torno desse tipo de fala. Mas perceba que em nenhum momento me coloquei a favor da cassação do Bolsonaro.Defender cassação é ser tão xiita quanto ele. O que lamento nisso tudo, repito, é ter alguém assim fazendo políticas públicas.

  8. Se formos por letra fria da lei, temos aí uma questão de interpretação jurídica. A Constituição garante a liberdade de expressão, no Art. 5º. Todavia, lá no Art. 1º, declara também que uma dos fundamentos do Estado brasileiro é a dignidade da pessoa humana. O documento constituidor do Estado não pode dar guarida a algo que vai contra os fundamentos desse próprio Estado. Seria no mínimo contraditório.

    Além disso, o mesmo Art. 5º que garante a livre manifestação de pensamento, também garante o direito de resposta e a indenização por dano moral e à imagem. O mesmo artigo garante como invioláveis a honra e a imagem das pessoas. Essa história de que as pessoas podem se expressar da forma que quiserem, sem consequencias, é balela.

    Aí pode-se perguntar: uma expressão de opinião é algo atentatório à honra ou à imagem? Se uma declaração denigridora é feita em público, na mídia, SIM. Fosse ela feita em um meio que não fosse de exposição pública, algo que precisasse ser acessado por vontade própria, aí poderia ser considerado de forma diferente, mas somos inadvertidamente expostos àquilo que sai em televisão ou rádio, não depende de nossa vontade. A meu ver, é diferente de entrar em um blog ou comprar um livro sobre neo-nazismo. Você se expôs àquele conteúdo por vontade própria, diferente de uma entrevista televisionada.

    Enfim, quando há controvérsia jurídica, apenas uma entidade tem legitimidade para resolvê-la: o Poder Judiciário. E me parece que a OAB está recorrendo a esse poder para resolver a dúvida. Tudo perfeitamente de acordo com os preceitos do Estado Democrático de Direito.

  9. Veremos o que o Judiciário considera de maior peso na balança: a liberdade de expressão do deputado (e daqueles que ele representa), ou o direito dos grupos que ele ofende em manterem sua dignidade e não serem inferiorizados em público.

  10. Darth Pinto Says:

    E a Maria do BBB hein? A voz é escrota, mas ela é mó gostosa…

  11. Rocco Says:

    Balela!
    Lei é Lei. Não há contradição alguma, Zão.
    Direito de resposta e indenização? A quem?!! (Aliás, mais resposta do a que ele tem recebido? Já foi xingado, massacrado pela “mídia”!)
    “Se uma declaração denigridora é feita em público, na mídia, SIM.” Essa é SUA opinião, e está sendo feita em um espaço público, que não possui NENHUMA diferença com a televisão – vocâ não possui controle remoto?… Estranho…
    Mas a discussão é válida, coisa que não aconteceria se os moralistas hipócritas determinassem as Leis.

    • Darth Pinto Says:

      Peraí Roccosan… Claro que há diferença entre estar assistindo a um noticiário e ser bombardeado por notícias manipuladoras (Rede Menglobo) e você procurar por elas na internet, por exemplo.

    • Zão Says:

      Sei que você não é tão burro assim, Rocco, então não se faça de.

      Um telejornal não anuncia previamente que tipo de notícias vai dar. Não posso optar desligar previamente a televisão antes de ouvir a declaração do deputado milico, pois para isso eu precisaria prever o futuro (e se fosse capaz disso, estaria teclando do Caribe). Ao ligar em um telejornal, optei por ver notícias, mas não sou capaz de prever quais delas virão.

      Se o deputado publicasse um blog, ou escrevesse um livro, aí sim eu leria as opiniões dele por vontade própria. Nesse caso, azar o meu, eu fui atrás, OPTEI por saber a opinião do cara, fosse qual fosse, e essas opiniões apenas serão impressas em outros que optaram da mesma forma. Não existe possibilidade de eu estar levando minha vida normalmente, e então sem aviso ser bombardeado pelas declarações do Bolsonaro contidas em um blog ou livro. Mas posso repentinamente e sem aviso ser bombardeado por declarações dele televisionadas, ou passadas pelo rádio, ou por um outdoor, ou pela capa de um jornal na banca. Duvido que sua mente não capte a diferença entre os meios. Mais que isso, a declaração do cara, veiculada por esses meios de impacto público e irrestrito, será sentida pela sociedade como um todo, e não só pelos que voluntariamente optaram por saber-lhe a opinião.

      Você crê realmente que o que escrevemos aqui no Broken tem a mesma intensidade, meio, acesso, e resultados do que as declarações de um deputado veiculadas no horário nobre, em uma rede televisiva nacional aberta de elevada audiência? Se for o caso, vamos começar a colocar comerciais no Broken e cobrar por isso tanto quanto a Band cobra! Ficaremos milionários!

      Respondendo sua pergunta, o direito de resposta viria de qualquer entidade que o Poder Judiciário considerasse como legítima para representar a categoria ofendida. Bem simples.

  12. Rocco Says:

    Diferença de intensidade, mas a forma de transmissão (escolha) é rigorasamente a mesma: Assiste quem quer.
    Quantos idiotas acreditam e reproduzem correntes e falsas notícias e textos?
    O caso em questão é ainda um pouco diferente. O cara não procurou a Band, foi a Band que o procurou e, lógicamente, cutucou até sair besteira…

    • Darth Pinto Says:

      Como o Serginho Groismann fez uma vez com o quase angelical Eurico Miranda…

    • Zão Says:

      A Band procurou o cara, realmente, e cutucou mesmo. É uma das funções da imprensa. E o que ele esperaria? Quando se candidatou a cargo político, ele se tornou uma pessoa pública, e um dos ônus disso é ser alvo da imprensa, um ônus que ele conhecia perfeitamente e aceitou.

      Já que falamos em opções, ele poderia ter optado não dar declarações, ou falar qualquer outra coisa, não poderia? Então ele não é qualquer coitadinho que sofreu bullying da Preta Gil e soltou algumas declarações inevitáveis. Ele expressou sua opinião, tal opinião tem força (ele é um homem público, representante eleito do povo, e formador de opinião. Só um imbecil ignoraria isso e diria que ele é igualzinho a todo mundo), trás consequencias e responsabilidades.

      Por sinal, sendo ele um deputado, logo, um representante do povo, é perfeitamente lícito e aceitável que o povo se interesse e tenha direito de se informar sobre o posicionamento dele nos mais variados temas. E justamente por isso, é aceitável que a imprensa use de todos os meios lícitos para arrancar dele tais posicionamentos, mesmo os que ele queira esconder. Que me conste, o programa não usou de nenhum meio ilícito, como tortura, para fazer ele declarar nada.

      Enquanto eu sou um zé ninguém, meus posicionamentos filosóficos, morais, religiosos, etc, são problema meu, quando muito daqueles próximos a mim. Quando o povo de uma nação me elege como seu representante, e um dos organizadores da ordem jurídica que irá reger TODAS as pessoas dessa nação, então estes posicionamentos passam a ser preocupação de toda a população, pois certamente tais posicionamentos influenciarão meu trabalho. Logo, como isso afeta a sociedade como um todo, essa sociedade (através de algum de seus vários agentes) pode achar que meus posicionamentos são conflituosos ou inadequados para minha função. A quem cabe decidir isso? Poder Judiciário.

  13. Rocco Says:

    Representante de PARTE do povo, vocês quis dizer, não?

    Isso muda todo o seu comentário anterior.

    • Negativo, um deputado é representante DO POVO, da mesma forma que um senador é representante de uma Unidade da Federação. Ao menos é o que consta da legislação. Por sinal, como o voto é secreto, não se pode dizer oficialmente que este ou aquele grupo elegeu este ou aquele deputado. Mas o que define o sujeito como representante do povo como um todo, é o fato de ele legislar. A lei afeta a todos, não só os grupos que são associados a ele. O que o deputado faz afeta o pessoal que vota nele, e afeta também as pessoas a quem ele declarou detestar.

      Se eu verificasse que existe um deputado que odeia trolls, legislando leis que me afetam tanto quanto quanto qualquer outro cidadão, ficaria legitimamente preocupado.

      • Rocco Says:

        Não. Ele é representante de PARTE DO POVO e ponto. Não votei nele, ele NÃO me representa.
        É tão difícil assim entender?…

      • Zão Says:

        Beleza, uma opinião válida. Só não está de acorrdo com a legislação, só isso.

      • Zão Says:

        Aliás, se ele não te representa, como as leis que ele projeta e vota te afetam também?

      • Darth Pinto Says:

        Aí não… As cagadas que porventura ele faz ou venha a fazer afetam a todos, mas não quer dizer necessariamente que ele representa TODO o povo. Por isso mesmo é que ele precisa somente de um número determinado de votos, e não a maioria, pra se eleger.

  14. Rocco Says:

    Além disso, a discussão está enveredando para outro lado. Por isso quero dissociar o fato dele ser quem é.
    O ponto aqui é a intolerância com opiniões discordantes do senso comum (polêmicas, politicamente incorretas, etc.).
    Em breve, poderá ser a nossa – ou a de nossos filhos – a opinião “errada”, passível de cassação do direito ao trabalho (exemplo? Se o Bolssonaro fosse advogado, a OAB já teria cassado a carteirinha dele…) e, no extremo, direito a liberdade (Cuba, China? Familiar?…).

    • Como disse o Darth, liberdade irrestrita é anarquia, não democracia.

      A democracia existe porque existe um Estado. Não existe um “modelo certo” de Estado, e estes podem ser organizados da forma que convier a seu povo. I.e: existem Estados religiosos e Estados laicos, e um parâmetro não é melhor que o outro, são meras convenções que alguém resolveu adotar. Adotar parâmtros não é incoerente, mas ir contra esses parâmetros é. Um Estado religioso não é incoerente “per se”, mas passa a ser se começar a fazer leis de base laica.

      O Estado brasileiro, como todos os demais, foi criado sob certos parâmetros, fundamentos. Esses parâmetros são meras convenções, não têm nenhuma força ou superioridade próprias, mas como o Estado brasileiro resolveu adotá-los, tem que ser fiel a eles.

      Os fundamentos do Estado brasileiro estão lá no Art 2º da Constituição, e no meio deles está “dignidade da pessoa humana”.

      Então, Rocco, o problema não passa por o Estado ir contra quem ofende o senso comum. A questão é o Estado ir contra quem ofende seus fundamentos!

      Os fundamentos estavam lá desde 1988, e se o deputado não os conhecia, sinal que é um péssimo legislador, e deveria deixar de sê-lo (junto com mais um monte). Se os conhecia, e ainda assim vai contra eles, deve mesmo perder o direito de ser membro de um dos Poderes da República, pois não é capaz de sustentar defesa aos fundamentos do Estado e sua Constituição.

  15. Rocco Says:

    Ou vocês querem que TODOS gostem de brancos ou índios, ou negros, ou judeus?… É isso?
    Já ouviram falar de lavagem cerebral? É a resposta às suas preces.

    • Ananke Says:

      Ninguem é obrigado a gostar de ninguem, Rocco. Mas , em determinadas situações, entre o que a pessoa sente ou acredita e o que ela faz deve haver um fosso. Voce não é obrigado a gostar de um colega de trabalho, por exemplo, mas você tem que ter a capacidade de agir profissionalmente. Isso é viver em sociedade.

      É que nem o amor…Tem gente que diz que “o amor é incondicional”. Incondicional??? Digamos que uma pessoa , por exemplo, me desrespeite, me sabote, me desvalorize, me oprima. Se for maor ” verdadeiro” devo amar apesar disso? Nã! A mesma coisa com a liberdade de expressão. Tambem não é incondicional, regular e universal. Não se pode expressar tudo, a qualquer hora, em qualquer contexto.

  16. Rocco Says:

    Pronto!
    Em concordância total comigo… O fosso é a resposta que queria extrair de vocês.

    Demorou heim…

  17. Darth Pinto Says:

    PS não é a resposta pra tudo, elfa. A menos, é claro, que você esteja se referindo à “Peia Sinistra”…

  18. Rocco Says:

    Eu explico, Ananke. O fosso é a diferença entre pensar, se expressar na forma de uma opinião e fazer, incitar, promover.
    Corroborando o seu comentário e o seu argumento.
    Mas parece que os demais não entenderam a diferença…

    • Ananke Says:

      Pois é, meu caro, mas o fosso ao qual eu me referia tinha de um lado o pensar e do outro o fazer e falar, já que para mim, se “faz” coisas com as palavras também. Palavras não só descrevem o que pensamos. Elas incitam, seduzem, confirmam, destroem, constroem, derrubam, insuflam, etc, ah, claro, nomeiam as coisas também…rsrs Mas em suma: o post foi muito oportuno, a discussão muito válida, de alto nível e não faltou nada, nem mesmo um nosso querido cu ( digo, o de vocês)

      • Rocco Says:

        Não quero ressucutar a discussão, e concordo com você, mas para efeitos práticos (leis), precisamos (sociedade) definir a diferença, caso contrário, dizer QUALQUER COISA fica perigoso demais…
        Bjs

      • Ananke Says:

        Bem, vendo dessa perspectiva, com certeza.
        Bjs

  19. Rocco Says:

    A propósito, a visão é maravilhosa, mas prefiro-a em movimento… A2M!!!!

  20. Rocco Says:

    Ah! Mais um recorde de audiência e participação!

    Obrigado a todos pelas contribuições.

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