Rede Menglobo

Acho que não há mais dúvidas: A Globo transformou o futebol brasileiro num “reality show”, onde NADA é real…

Depois da contratação do Ronaldinho Gaúcho, que criou a virtual impossibilidade do Flamengo ser derrotado (afinal, foi muita grana investida e esperam retorno, assim todo o campeonato carioca está amarradinho), ontem  a torcida do Mengão recebeu mais uma grande manipulaç… digo, notícia: A CBF voltou atrás (uau, que surpresa!) e reconheceu o título de 87.

E só estamos em fevereiro ainda…

Nada contra os torcedores rubro-negros, que apenas escolheram o time que mais aparece. Só fica chato pois é como torcer pro mocinho de faroeste antigo.

Quem tiver paciência, dá uma lida nessa tese de mestrado. Faz todo sentido… http://www.efdeportes.com/efd107/por-que-flamengo.htm

Tem esse link também, mas como se trata de um raro torcedor de outro clube, pode ter sido levado pela indignação… De qualquer forma, é interessante: http://www.torcidatricolor.com.br/phorum/read.php?2,1242

Este ano a Globo nem tá mais escondendo a preferência…

35 Respostas to “Rede Menglobo”

  1. Rocco Says:

    É verdade. Eles já foram mais discretos.

    O pior de tudo é que fica um mal exemplo para a sociedade (94% flamenguista), pois o que aconteceu em 1987, independente do flamengo possuir um time excelente, foi descumprimento do regulamento.

    Quando o clube aceitou competir naquele ano, sob as regras da CBF, ele assumiu que deveria disputar a final com o vencedor do outro grupo – e não o fez! Simples assim.

    A agora, quem descumpre a regra/lei/regulamento/norma, é recompensado…

    Triste.

  2. Ananke Says:

    Por que se torce pelo Flamengo?
    Essa questão sempre volta.

    A dissertação do link- de uma parente do Pinguim de Madagascar – fala ” da explicação da popularidade do Flamengo como tradição inventada por jornalistas, cronistas, músicos, carnavalescos, poetas e literatos, formando parte da tradição da cidade do Rio de Janeiro e de uma preferência nacional. ” E não é assim tambem com a cerveja gelada, a mulher violão, o menino do Rio? Não é tradição ” inventada”? Melhor dizendo, construída?
    Bem , ja disse aqui porque eu gosto do Flamengo e não do Vasco, ou do Sum Paulo, ou do Curintias…. Mas é fato que essa voltada atrás da CBF foi phoda mesmo.

    • Darth Pinto Says:

      Tradições inventadas? Experimente cerveja quente e mulher reta…

      • Ananke Says:

        Cerveja quente ja experimentei na Alemanha.
        Quando for experimentar uma mulher reta te chamo.

      • Darth Pinto Says:

        Na Alemanha não é cerveja quente, é à temperatura ambiente.

        E sobre a mulher reta, bem… O pau é cego, e depois que tá lá dentro é tudo quentinho e molhadinho do mesmo jeito. As curvas são para fazer tudo muuuuuito mais divertido…

        P.S.: Primordialmente, mulher calipígia é sinal de fertiliddae, então as curvas são naturalmente mais atraentes aos homens.

        • Ananke Says:

          Nunca imaginei que seu “quente” fosse quente literalmente.

          “mulher calipígia é sinal de fertilidade, então as curvas são naturalmente mais atraentes aos homens.”
          Então os homens deveriam preferir mulheres não calipígias em prol do controle da natalidade e, em última instancia, da carteira.

      • Darth Pinto Says:

        Touché.

  3. Rocco Says:

    Senso de pertencimento (=fraqueza moral). Apenas isso.

    • Ananke Says:

      Tipo: somos fracos porque pertencemos ao Broken Arrow?

      • Não, Ananke, isso seria uma falácia de super-simplificação, ó deusa. Não somos fracos apenas por fazer parte do Broken, da mesma forma que qualquer flamenguista não se torna um fraco apenas por ser flamenguista.

        Seríamos fracos de deixássemos que “fazer parte do Broken” definisse nossa vida, como se fosse a característica mais preciosa em nossas existências derrotadas e patéticas. Entendo as razões sociais para que isso se aplique à maioria dos flamenguistas, favelados ignorantes de merda que nunca terão qualquer outra vitória plausível na vida além de gozar com o pau dos outros, comemorando como símios porque um bando de gente que eles nem conhecem pessoalmente venceu uma competição esportiva (ganhando milhões no processo, enquanto ele, flamenguista, passa fome), mas o fato de entendê-las não as torna menos patéticas.

        Seríamos fracos se déssemos a isso um valor maior que o que realmente têm, se entrássemos em acaloradas discussões e mesmo brigas com pessoas de outros blogs, apenas e tão somente por causa da questão “eu sou Broken, você não é”, sem ter qualquer outro ponto de oposição conhecido contra aquela pessoa.

        Seríamos fracos se fazer parte do Broken, apenas, nos causasse a certeza insana de que isso nos dá alguma espécie de irmandade, mesmo que não houvesse qualquer outra afinidade ou amizade. Se nos desse a idéia de que a simples adesão a um grupo nos fizesse parte de uma comunidade com reais laços sociais entre seus membros.

        Seríamos fracos se nosso emocional sofresse convulsões por eventos que ocorrem com gente que não conhecemos e nunca conheceremos (os leitores não-Brokens do blog, por exemplo. Ou os jogadores de um time), ou se nosso intelectual gastasse energia pensando e debatendo interminavelmente em mesas de biroscas apenas sobre esse assunto.

        Nesses casos, seríamos sim fracos, ridículos, gentinha de merda que merecia ser queimada. Nesses mesmos casos, os flamenguistas também o seriam. Mas imagine se a massa flamenguista, em sua maioria, agiria assim? Jamais!

      • Ananke Says:

        A pergunta era só retórica, Zão. Só para mostrar a simplificação via generalização do comentário. E funcionou, uma vez que você já nos brindou em alto nível com a sabedoria Troll, pela qual meu respeito cresce a cada dia.

        Discordo que senso de pertencimento seja fraqueza moral, uma vez que a identidade humana se constrói no pertencimento a alguns grupos (muitos ao mesmo tempo e não necessariamente coerentes entre si). Se qualquer um aqui for responder a pergunta “quem sou eu?”, não poderá fazê-lo sem lançar mão de grupos ou categorias ligadas a grupos, mesmo nas definições mais superficiais: “sou branco, 34 anos, protestante, heterosexual, advogado, casado, colecionador de latas de cerveja”… Não devemos negligenciar que nós pertencemos a certos grupos (mesmo que não sejam agremiações, torcidas, clubes ) e ,por vezes, tem gente disposta a defender com unhas e dentes a ideologia de algum grupo que pertence, achando que se trata de uma coisa pessoal (individual) e que está reproduzindo um brilhante posicionamento que nasceu da própria cabecinha abençoada. Pertencer é algo do qual não podemos fugir, salvo saiamos da “curva da normalidade”. Mas podemos ser menos ingênuos, que é o convite que o post faz, na minha compreensão.

        Mas concordo contigo sem reservas quanto às colocações sobre quando o pertencimento a qualquer grupo “passa a definir a vida” e a consumir toda a energia vital da criatura. Mas eu não chamaria de fraqueza, chamaria de pobreza. Mesmo assim, me solidarizo com essas pessoas. É uma forma de existir e a linha que me separa dela pode ser apenas um pontilhado tênue sustentado pela meu narcisismo.

      • Os grupos não são ruins, quando realmente representam valores em comuns. São até necessários para um animal social como o homem (nós trolls não temos tais fraquezas). Uma ideologia em comum é válida para a adesão a um grupo e defesa dele. O mesmo vale para uma religião. Essas pessoas têm pensamentos e paradigmas em comum. Uma associação profissional é formada de pessoas com interesses em comum que valem serem defendidos. Mas associações onde as pessoas se juntam meramente por “ser” algo? Qual ideologia comum a massa vascaína ou flamenguista defende, para se sentirem unos? E uma associação de brancos, o que defenderia?

        Sem dúvida é uma forma de existir, mas uma forma medíocre e imbecil. Reconhecer a imbecilidade de certas coisas não é orgulho ou nada associado a narcisismo, mas mera observação. Não é uma linha tênue que te separa de uma imbecil completa, Ananke, e você sabe disso. Se hoje alguma coisinha menor mudar na sua visão de mundo, você não vai virar uma idiota qualquer. Há diferenças entre os seres humanos, há pessoas inferiores e superiores em vários aspectos (intelectual inclusive). Assim é a realidade… Vai ver era por isso que Sauron queria botar tudo pra fuder.

        Essas pessoas talvez nem tenham tido outra opção que não essa, ou seja, a condição esmerdalhada em que se encontram pode nem ser culpa delas, mas essa inculpabilidade não muda o fato de que é um modo de vida restrito e inferior, e não muda o fato que eu as queimaria todas com NAPALM, caso a oportunidade se apresentasse.

        • Ananke Says:

          Longe de mim negar que há diferença entre os seres humanos e que existem pessoas superiores e inferiores em vários aspectos, Zão. Apenas defendo que não podemos nos achar tão safos, tão espertos, achando que temos consciência e rédea de todas as nossa escolhas em vez de considerar que, por mais críticos que sejamos, muitas delas são efeitos dos mesmos fenômenos que as vezes criticamos. E se uma forma de vida é superior ou inferior depende literalmente da perspectiva. Da perspectiva de Sauron, isso tudo aqui não vale nada! E tem dias que estou realmente disposta a concordar com ele.

      • Seria uma boa idéia. Sauron não lida muito bem com opiniões contrárias à dele.

  4. Darth Pinto Says:

    É exatamente das pessoas que fazem de acompanhar o reality show em que se transformou o futebol a razão de suas vidas que estou falando.

    E seríamos fracos também se deixássemos de perceber que o intuito do post é falar sobre mass media e controle de opinião, o futebol é apenas um gancho bem visível…

    Mas isso a grande massa não percebe, né?

    • Sério? Nem tinha notado…

    • Ananke Says:

      A vida tranformou-se em um reality show. Tudo é reality show. O privado virou público. As coisas íntimas têm que ser mostradas em tempo real pro número maior de pessoas possível. Mas não é só a Globo que faz isso. Nós estamos qui em um blog dando nossa contribuição para esse tipo de prática, sustentando e legitimando essa forma de existir, essa cultura. E tudo bem por mim.Basta saber disso e não ter a ingenuidade de acreditar que eu estou fora e sou diferente.

      • Eu enxergo uma diferença, Ananke. Estamos aqui discutindo opiniões, idéias (e mandando um ao outro ir tomar no cu de vez em quando). Isso se faz desde a aurora da humanidade, é parte da realidade humana, e uma peça chave no progresso.

        Mas acompanhar que jogador tal foi visto na boate, ou que foi contratado assim e assado, ou olhar uma casa cheia de gente sem qualquer conteúdo, ou twitar “vô ali dar uma cagada, já volto”, não representa qualquer idéia, qualquer racicínio, não representa nada. É mais ou menos como transformar a vida inteira num filme de sessão da tarde, daqueles que você assiste só pra se distrair, ficando ali largado no sofá, enquanto a histórinha vai passando na frente dos seus olhos. Se distrair de vez em quando é saudável, mas reduzir toda a existência à uma distração é doentio.

        • Ananke Says:

          Eu colocaria as coisas de outra forma, Zão. Discutir opiniões “se faz desde a aurora da humanidade” nos povos civilizados do ocidente. E a crença de que isso é “uma peça chave pro progresso” e que o progresso segue sempre adiante e se faz pela via do pensamento/desenvolvimento intelectual tambem é uma noção ocidental. Achar que isso é uma forma mais desenvolvida de existência e que foi escolhida por nós é quase tão ingênuo quanto se deixar manipular pela rede Globo. Outros povos estariam procurando por exemplo experiências menos intelectuais e mais sensoriais ( em vez de mandar dar o cu, estariam dando o cu, quem sabe) e niguem poderia negar que não se desenvolvem. Só penso que precisamos considerar isso antes de acharmos que nós estamos do lado mais desenvolvido, que nós somos uma massa pensante isenta de ser manipulada. Também somos manipulados e também manipulamos.

          A outra questão é que viver valorizando o raciocinio e a discussão de opiniões é a minha escolha ( e ainda coloco mesmo em questão se é escolha). Viver “alienado”, twitando cada peido, escarafunchando com prazer as colunas de fofoca das revistas ou dedicando rios de dinheiro para ir a cada show de um ídolo que não tá nem aí pra mim não é a minha escolha, teria severas criticas a isso, mas é uma forma de viver que não diria que é inferior a minha, especialmente porque não me ocuparia de classificar,mas de entender,como você faz.

          E reduzir toda a existencia a distração é mesmo doentio, mesmo que a distração seja ler todos os filósofos ocidentais dos pré socráticos até agora. Por isso eu prefiro beber vinho.

      • Ué, os povos orientais não debatiam idéias? Eles arrumaram um jeito de se desenvolver que não fosse intelectual, mas meramente sensorial ou emocional? Como foi isso? Não tenho conhecimento de uma civilização que tenha seguido este caminho, mas meu conhecimento antropológico é básico. Há exemplo empírico disso ou é apenas ideal?

        Quanto a esse “way of life” ser superior ou inferior, bem, vamos supor que achemos um povo intocado no meio da Amazônia, cujo progresso foi pautado em experiências sensoriais (ou seja, eles passaram séculos só cheirando flores, olhando o pôr-do-sol, e dando o cu). Aí, apresentamos a eles medicina, telecomunicação, técnicas agropecuárias, e outras mazelas da sociedade ocidental. Agora vamos imaginar: será que essas pessoas rejeitariam isso tudo, e voltariam a viver no mato, cheirando flores e dando o cu (sem vaselina, isso é uma benesse da sociedade ocidental), sem nem um anlagésico pra ajudar na dor de cabeça, ou vestiriam um short Adidas, derrubariam uma cerveja gelada e iam querer andar de helicóptero, que nem os nossos índios?

        Da mesma forma, vamos colocar o povo que só cheira e dá o cu (poderia ser também um povo que só ama e odeia intensamente, fazendo poesias e serenatas épicas. Tanto faz para o exemplo) num lugar, e o povo que debate idéias no outro. Daí vamos dar um passeio de uns mil anos e quando voltarmos, vamos ver como ficou cada povo desses.

        Embora muito do comportamento e ideário humano seja subjetivo. Há coisas que podem ser avaliadas objetivamente.

        De qualquer forma, para mim tudo é escolha. As pessoas acreditam no que decidem acreditar. Viver de idéias é escolha, e viver alienado também é escolha. A diferença é que nem todos têm acesso à primeira opção, e praticamente todos têm acesso à segunda. A primeira exige uma certa preparação, a segunda só exige ter um QI um pouco superior ao de uma lacraia. Para algumas escolhas, a segunda opção é tão difícil de alcançar que parece não haver escolha.

      • Ananke Says:

        São quase onze horas da noite e vou ser breve…
        Último parágrafo: concordo totalmente
        Penúlltio pará…ZZZZZZZ

  5. Rocco Says:

    Caralho!… Estou com preguiça de ler. Você escrevem muito…

    Não sabia que com poucas palavras iria despertar essa discussão (!!!).

    Mesmo não lendo, ficou claro que o Zão MASSACROU a Ananke!!!!

    • Ananke Says:

      Huuummm… diria que ser masssacrada pelo Zão é quase uma honra já que é tão grande a sapiência dele.

      • Darth Pinto Says:

        HUhahuauauahuahuaa Ananke é cínica pacaray…

      • Ananke Says:

        Cínica nada! Você sabe que a sapiencia do Zão é grande

      • Tanto cinismo, tanto sarcasmo… ó deusa, você sangra meu coração de monstro mitológico maligno. Em resposta a tão duras palavras, só posso dizer que sapiência de cu é rola, e que grandes são meus genitais, mas mesmo estas palavras ditas em fúria não aplacam a humilhação. Você me MASSACROU com apenas uma frase…

      • ananke Says:

        Zão, querido, Master Darth está te jogando contra a minha pessoa. Eu JURO por Zeus que não era cinismo nem sarcasmo: estava mesmo elogiando a sua sabedoria que tanto me agrada quando discutimos. É bem verdade que estava me aproveitando tambem do duplo sentido pra fazer alusão discreta aos seus genitais que , naturalmente, são enormes, eu imagino.

  6. Darth Pinto Says:

    Ah, e sinceramente agora prefiro falar de mulheres calipígias…

    • Ananke Says:

      Desculpa, mas nao posso te ajudar nisso…rsrs

      • Darth Pinto Says:

        Pode voltando a ser calipígia ^^

      • Ananke Says:

        Master, nunca fui tão calipigia quanto sou agora. Mas ainda é pouco pra você, eu sei. Sua sede de calipigidade não tem fim…

      • Darth Pinto Says:

        Pô pera ae… Se agora estás mais do que já fostes, então estás um filezão… hum, mignon ^^

      • Ananke Says:

        Não sei como dizer isso sem ofender, mas…Acaso estás esclerosado? Nunca fui calipígia. Meu dotes são, digamos assim..superiores…rsrsr

      • Darth Pinto Says:

        É, devo ter confundido a sua bunda…

        (sei que isso vai me render horas de esporro, mas não perco a piada)

      • Ananke Says:

        Ah, entrastes para a Seita da Bunda…! Deve ter um esporro te esperando em algum lugar , Master. Sei que vais achá-lo…rsrsr Good Night

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