Catástrofes glamorosas ou não…

Assisti, ontem, a um programa sobre terremotos. O programa mostrava/comparava eventos em dois países: Japão e México. Por minha conta, acrescentei o do Haiti.

Mas quais os meus parâmetros de comparação? Desenvolvimento.

Todos foram grandes terremotos, mas a principal diferença foi como os respectivos países lidaram com o fato. E acredito que essa postura frente à adversidade reflita o número de mortos.

No Japão foram uns 5.000; no México, 10.000 e no Haiti, 220.000 – Fonte: usgs.gov.

Essa extensa introdução é para realçar a tragédia da Região Serrana do Rio de Janeiro: 700 mortos por chuvas… Isso mesmo, nem terremoto teve!

Uma outra perpectiva da mesma situação é a falta de glamour no “nosso” desastre. As cenas não contagiam! Não trazem emoção! Comparemos às chuvas na Austrália, ou à nevasca nos EUA. Aquilo é grandioso!! Cenas abertas, cinematográficas!

Em suma, a nossa miséria é tanta, que nem na desgraça somos 1º mundo…

21 Respostas to “Catástrofes glamorosas ou não…”

  1. Darth Pinto Says:

    Agora se superou, Rocco!

    Esse foi, de longe, o seu post mais idiota de todos da história, que são sempre os mais idiotas do blog…

  2. Iron Man Says:

    Humm… Tô vendo a peleja vai continuar aqui também.
    “TRAGA MAIS MUNIÇÃO” !!!
    “mas aqui só tem dinheiro….”
    “NÃO INTERESSA !!! VOU PEGÁ-LO NA CORRIDA!!!”

  3. Rocco Says:

    Obrigado Darth.

    Mas estou longe de superar a sua homenagem ao grande e jovem Senador Lindberg Farias!

  4. Iron Man Says:

    Darth parte pra cima e manda dois jabs seguidos…

  5. Rocco Says:

    Argumentos sólidos (e típicos) do Darth quando em desespero:

    “Tá passando atestado…”;
    “Rocco, permita-me discordar… Vá você tomar no centro do olho do SEU cu.”;
    “O Phyoda MASSACROU o Rocco quem nem sabe o que lhe passou em cima…”;
    “Mas vc foi massacrado igual guardanapo no chão da central…”;
    “Apelô perdeu preibói!”;
    “Funny… Conseguiu ter os dois lados da Força contra você, Rocco…”

    Todos sem significado… Tá zuretinha… Não sabe o que fazer com o personagem Mestre Syphoda que criou para elogiar o Lindberg Farias…

    • Darth Pinto Says:

      Logo o Rocco vai descobrir o quanto está sendo otário…

      Não entende? NADA do que você diga agora pode ter efeito, afinal você nem sabe do que está falando. Já tudo o que eu disse logo vai ter um significado CLARO até mesmo na sua mente tacanha, Rocco.

      Que mané… E na frente da Elwing… Putz…

  6. Iron Man Says:

    Rocco usa os ensinamentos de Apolo “O Doutrinador” e ginga na frente de Darth, aplicando-lhe jabs rápidos e um gancho que passa no vazio…

  7. Rocco Says:

    Pode dormir, Iron… O Darth já está groguinho…

    • Darth Pinto Says:

      Ah não, ontem EU fui dormir. Afinal isso é menos importante pra mim do que o é pra você, Rosca. Tenho mais o que fazer…

  8. Mestre Phyoda Says:

    Rocco, nessa eu to contigo. Acho que a mídia tem um papel importante na mobilização social e o “espetáculo emocionalista” faz parte dele. A gente tinha que ter grana e knowhow pra mobilizar os países ricos para nos ajudar a superar nossas tragédias e a encontrar soluções para que elas nunca mais aconteçam.

    • Ananke Says:

      E aquele papo de comer o colonizador? Sabe de uma: fodam-se os paises ricos! Temos total condição de gerenciar nossas tragedias sem depender deles. Dependemos de algo pior: nós mesmos

    • Mestre Phyoda Says:

      Serve comer o dinheiro deles??

  9. Ananke Says:

    As cenas não trazem emoção? Provavelmente deve ser porque nas cenas da Australia não havia nenhum ser humano sendo arrastado e a midia fazia uma contabilidade fajuta dizendo que a quantidade de chuva era maior e o numero de vitimas menor. Nas cenas da Australia era uma aguacera danada correndo numa planice. Ou alguem esqueceu da variável caracteristica geografica da região SERRANA ou estou vendo diferença one não há…

    De fato a qualidade cinematografica nas cenas que eu via na Australia era bem superior. E que fotografia! Mas não é porque nossos “cineastas” são de segunda. É porque a natureza é feia, a carne é podre e o sofrimento é cru. Não há como mostrar a degradação de forma esteticamente agradável…

    Contudo, concordo plenamente que é disso que se trata: um espetáculo construído com base na desgraça e sofrimento alheio, exatamente como as pessoas se divertiam no Coliseum vendo os cristãos serem atacados pelos leões. A diferença é que não se precisa nem sair de casa, o sangue não espirra na gente e ninguem tem que ver a materia disforme e estraçalhada…

  10. Mestre Phyoda Says:

    Querida Deusa, de forma nenhuma quero subentender que não há emoção no que vemos… É triste demais! Tenho parentes e amigos na região que felizmente estavam do lado dos que ajudam e não dos que perderam. Acho simplesmente que podemos antropofagicamente usar das mesmas estratégias que “eles” para mobilizar o mundo em nosso favor. Deixe-me enfatizar minha ratificação ao seu comentário: CONCORDO COM VC QUE A SOLUÇÃO CABE A NÓS. Mas, dependências ultrapassadas a parte, porque não conseguir mais ajuda?

    • Ananke Says:

      O meu comentário sobre a “emoção” era sobre o texto do post, Phyoda. Mas fiquei emocionada com o seu comentário…

      Concordo que quanto mais ajuda, melhor. Mas ressaltava apenas que temos potencial de “auto ajuda” e gestão da desgraça e deviamos nós mesmos limpar a casa antes que a propria ONU venha dizer que as doações estão sendo desviadas.

  11. Rocco Says:

    Opa! O texto é meu! E o Mestre Phyoda (seja ele quem for) captou o espirito!

    Quem gera emoção por aqui são as pessoas e suas histórias tristes, não as imagens – que são uma merda! No Haiti passou o mesmo (aliás, segue na mesma…).

    E uma recomendação aos dois: Não caiam nessa pseudo-polaridade Rico vs pobre. Não resolve nada, além de representar apenas inveja.

    • Ananke Says:

      OK…Então você está falando literalmente da cobertura, da técnica, da luz, do enquadramento…

  12. Rocco Says:

    Não! O fato é que não é possível obter uma tomada boa da nossa desgraça pelas características físicas da região E DA população! É fato.

    Pode até ser triste, ou uma dose excessiva de humor negro, mas o fato é que “saímos” feio na TV.

  13. Mestre Phyoda Says:

    Putz! Eu tava falando da técnica! Seres humanos e catástrofes naturais são comoventes per si, mesmo que esteticamente fora do padrão internacional. Com a técnica adequada ficaria mais vendável para solidariedade alheia… a escolha do fundo musical é crucial!
    Mas aí vem uns feladapulta que desviam a ajuda pra revender!
    Aí fode de vez com qualquer possibilidade de mobilização social!
    Porra!

  14. Rocco Says:

    E funcionários públicos! Da UERJ…

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